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VÍDEO: Polícia recupera notebook e prende advogado suspeito de jogar equipamento pela janela durante operação em SP

Advogado alvo de operação joga notebook pela janela antes de polícia apreender equipamento O advogado Guilherme Menna Barreto Gentil foi preso em flagrante n...

VÍDEO: Polícia recupera notebook e prende advogado suspeito de jogar equipamento pela janela durante operação em SP
VÍDEO: Polícia recupera notebook e prende advogado suspeito de jogar equipamento pela janela durante operação em SP (Foto: Reprodução)

Advogado alvo de operação joga notebook pela janela antes de polícia apreender equipamento O advogado Guilherme Menna Barreto Gentil foi preso em flagrante na manhã desta terça-feira (20) em Ribeirão Preto (SP) por suspeita de obstrução da Justiça. Alvo de um mandado de busca e apreensão, ele atirou o notebook e o celular pela janela do apartamento onde mora com a família na chegada de um equipe do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), segundo a Polícia Militar. Gentil é um dos investigados em uma das operações deflagradas pelo Grupo de Atuação Especial Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura esquema de ajuizamento em massa de ações na Justiça contra bancos para obter valores, principalmente de clientes vulneráveis, como aposentados e pensionistas. Segundo o Gaeco, são duas ações independentes de grupos distintos. Um vídeo ao qual o g1 teve acesso (assista acima) mostra o momento em que um policial do Baep subiu na cobertura de vidro da piscina do condomínio onde o advogado mora, no Jardim Irajá, para resgatar o notebook. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Policial do Baep resgata notebook jogado da janela por advogado investigado em operação do Gaeco em Ribeirão Preto, SP Divulgação Obstrução da Justiça Contra Guilherme havia um mandado de busca e apreensão, mas ele acabou preso em flagrante por obstrução da justiça, segundo o capitão Ulisses Branquinho Arsêncio. "Nós fomos demandados para prestar apoio no cumprimento de quatro mandados de busca. Em um dos locais, a gente chegou à residência, um apartamento. No momento ali, a esposa do indivíduo tentou ludibriar as equipes que estavam lá, alegando que ele não estava, para, nesse momento, ele arremessar alguns componentes eletrônicos pela janela", diz. Ainda segundo o capitão do Baep, as equipes que estavam no local perceberam a ação e os equipamentos foram recuperados. "Foi percebido pelas equipes que estavam no local, entraram e localizaram aí um dos equipamentos em cima de uma laje, onde foi necessário um dos policiais do Baep subir para poder retirar esse equipamento e, por esse motivo, ele foi preso em flagrante por obstrução da justiça". O que diz a defesa dele Além do imóvel em que mora o advogado, a polícia também esteve em um endereço onde ele faz atendimentos. Guilherme deve passar por audiência de custódia na quarta-feira (21). À EPTV, afiliada da TV Globo, o advogado Júlio Mossin, que representa Guilherme, disse que o cliente cumpria o exercício da advocacia e não cometeu fraudes. "Ele está sendo investigado, em tese, por ter arremessado. Ele não assumiu o arremesso, e eu tenho que lembrar algo aqui também. Ninguém está obrigado a produzir prova contra si mesmo. Se for o caso de ele ter arremessado, é um direito constitucional dele de não produzir prova. Não estou dizendo que é o caso. Ele está sendo investigado, em tese". Celular e notebook foram recuperados pelo Baep de Ribeirão Preto, SP, após prisão de advogado por suspeita de obstrução da justiça Divulgação LEIA MAIS: Operação investiga esquema de fraude em ações em nome de aposentados; advogado é preso Ações em massa e pouco repasse a clientes: como funcionavam esquemas Gaeco deflagrou duas operações Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em duas operações desencadeadas em Franca (SP), Ribeirão Preto e Altinópolis (SP). Ainda segundo o Gaeco, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados em R$ 6.149.840,00, somados os limites fixados nas duas operações. Os grupos investigados são distintos e o Gaeco informou que ainda não há conclusão sobre ligação entre eles. As investigações para o desencadeamento das duas operações apontam indícios de uma estrutura organizada que teria atuado em duas frentes simultâneas: Captando, principalmente, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade para ajuizar ações em massa contra bancos Utilizando mecanismos processuais para concentrar o controle dos créditos judiciais obtidos nessas ações Segundo o Ministério Público, o núcleo teria atuado principalmente a partir de Altinópolis e Ribeirão Preto, com ramificações em Campo Grande e Iguatemi (MS), mas já foram mapeados processos abertos pelos advogados em outras regiões do Brasil. Operação Libelo Ainda segundo o Ministério Público, na operação Libelo, a Justiça autorizou seis mandados de busca e apreensão, sendo quatro em Ribeirão Preto e dois em Altinópolis, e determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 3 milhões. A investigação após a identificação de um volume incomum de ações semelhantes patrocinadas por um mesmo advogado em Altinópolis. De acordo com o Gaeco, são mais de dois mil processos só em Altinópolis, que tratam, principalmente, de empréstimos consignados, tarifas bancárias e inclusão indevida em cadastros de inadimplentes. Libelo é a petição que dá início a uma ação e, ainda de acordo com o Gaeco, o nome da operação faz referência ao uso do processo como instrumento do esquema. Operação Garatéia A operação Garatéia é realizada em conjunto com a Polícia Militar e cumpre cinco mandados de busca e apreensão em Franca. Nesta ação, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 3.149.840,00. Segundo o Gaeco, a investigação começou em 2024, após indícios de que escritórios de advocacia da região teriam usado procurações antigas ou genéricas para propor milhares de ações em nome de aposentados e pensionistas, em alguns casos sem que eles soubessem. Também é apurado se valores obtidos nesses processos foram levantados e retidos sem o devido repasse aos clientes. O Tribunal de Justiça de São Paulo aponta mais de 12 mil ações ajuizadas pelo grupo entre 2022 e 2025. O nome da operação faz referência à garatéia, um tipo de anzol com três pontas unidas a um único corpo central, usado para aumentar as chances de fisgar o peixe durante a pesca. Segundo o MP, uma única procuração era aproveitada para propor várias ações em nome do mesmo cliente, multiplicando os processos a partir de uma só autorização. Advogados são investigados por esquema de fraude em ações em nome de aposentados e pensionistas na região de Ribeirão Preto Kaique Castro/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região